O município de Resende segue avançando nas ações de sanidade animal e fortalecendo o setor agropecuário. De acordo com dados do Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose, a cidade atingiu 71% de cobertura vacinal contra a brucelose em 2025, superando os 58% registrados no ano passado.
O índice representa um avanço importante rumo à meta de 80% estabelecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.
Desde o início deste ano, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, em parceria com a EMATER-Rio em Resende, vem intensificando o trabalho de orientação junto aos produtores rurais, destacando a importância da vacinação para garantir a saúde animal, a produtividade e a segurança da cadeia leiteira.
O fortalecimento das ações no campo também acompanha o desempenho do município no setor. Em 2025, Resende se consolidou como a maior bacia leiteira do estado do Rio de Janeiro, reforçando a relevância da produção rural local na economia fluminense.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Rural, o avanço na cobertura vacinal demonstra o comprometimento dos produtores com a qualidade e a segurança sanitária do rebanho, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável da pecuária.
A vacinação contra a brucelose é considerada essencial não apenas para o controle da doença nos animais, mas também para a proteção da saúde pública. A enfermidade é uma zoonose e pode ser transmitida aos seres humanos, principalmente pelo contato com animais infectados ou pelo consumo de leite e derivados não pasteurizados.
Produtores devem atualizar cadastro do rebanho até 31 de maio
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural também reforçou a necessidade de atualização do cadastro dos rebanhos até o dia 31 de maio.
De acordo com a secretária de Desenvolvimento Rural, Soraia Balieiro, a medida é obrigatória e fundamental para garantir melhores condições de defesa sanitária no estado.
A regularização pode ser feita presencialmente no Núcleo de Defesa Agropecuária, localizado na EMATER Resende, ou de forma on-line, por meio do sistema SIAPEC.
A secretaria alerta que o não cumprimento do prazo pode gerar penalidades, como bloqueio para trânsito de animais, restrições sanitárias e outras sanções previstas na legislação.