Cerca de 1.177 candidatos aprovados no concurso de investigador da Polícia Civil do Rio de Janeiro realizaram nesta quarta-feira (29) um protesto em frente à Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), no Centro do Rio, cobrando a convocação para a Academia de Polícia (Acadepol). O grupo, que já superou as etapas iniciais do processo seletivo — incluindo testes físicos, médicos e psicológicos —, aguarda apenas a chamada para a fase final de formação.
A mobilização contou com o apoio do ex-prefeito de Barra Mansa, Rodrigo Drable, que acompanhou representantes do grupo em uma audiência com o presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL). O encontro foi avaliado positivamente pelos manifestantes. "O presidente os recebeu, a conversa foi muito boa. Ruas foi muito claro nas suas palavras de compromisso com a causa. A grande vitória é que o presidente da Alerj deixou claro: ele é policial e está a favor e comprometido com os provados", disse Drable.
Durante a audiência, Douglas Ruas reconheceu a instabilidade do Executivo estadual — atualmente, o cargo de governador é exercido interinamente pelo desembargador Ricardo Couto — e sinalizou que pretende se manifestar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para acelerar a resolução do caso. Ao falar diretamente ao grupo, o presidente da Alerj foi enfático: "Se eu tiver a oportunidade de estar como governador, vocês têm certeza, e gostaria que isso fosse um dos primeiros atos meu: convocá-los para que possam dar início lá na Acadepol, buscar a formação e, tão logo retornarem, estarem nas delegacias cumprindo a missão."
Os candidatos afirmam que há vagas disponíveis e previsão orçamentária para a convocação, mas que o governo ainda não tomou a providência. A espera prolongada desde 2022 tem gerado instabilidade financeira e dificultado o planejamento de vida dos aprovados. O Sindicato dos Policiais Civis apoia a mobilização e reforça que o grupo já cumpriu todas as etapas preparatórias exigidas.
Em nota, a Polícia Civil informou que cerca de 3 mil agentes foram incorporados nos últimos anos e que o concurso segue válido até 2027, com possibilidade de novas convocações. Os aprovados, no entanto, cobram definição de prazo concreto para o início da formação na Acadepol.