A Santa Casa de Misericórdia de Resende promoveu, neste fim de semana, mais uma edição do mutirão de cirurgias dedicado ao tratamento da endometriose — condição crônica que afeta milhões de mulheres no Brasil e frequentemente leva anos para ser diagnosticada. A ação reforça o compromisso da instituição com o atendimento de média e alta complexidade na região sul-fluminense.
Os procedimentos realizados têm como objetivo principal a redução dos focos da doença no organismo, proporcionando alívio das dores intensas que costumam marcar a rotina das pacientes. Além da dor pélvica crônica, a endometriose pode causar sangramento irregular, dificuldade para engravidar e impacto direto na saúde mental e na capacidade produtiva das mulheres.
A realização de mutirões cirúrgicos representa uma estratégia importante para ampliar o acesso das pacientes a tratamentos especializados, especialmente em cidades do interior onde a oferta desses serviços ainda é restrita. A iniciativa da Santa Casa de Resende segue uma tendência de hospitais filantrópicos que buscam suprir lacunas na atenção à saúde da mulher fora dos grandes centros urbanos.
A endometriose é considerada uma doença silenciosa: estima-se que cerca de 7 milhões de mulheres convivam com a condição no país, muitas sem diagnóstico ou tratamento adequado. As cirurgias realizadas no mutirão visam não apenas aliviar os sintomas, mas também preservar a fertilidade e restaurar a qualidade de vida das pacientes atendidas.