As cidades de Resende e Barra Mansa registraram transbordamentos de rios na manhã desta quinta-feira (26), em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região durante a madrugada e o início do dia. Equipes da Defesa Civil acompanham a situação e realizam atendimentos nas áreas impactadas.
Em Resende, a forte chuva provocou o transbordamento do Rio Sesmaria, causando alagamentos em diversos pontos do município. O bairro Ipiranga foi o mais afetado, com ruas e residências atingidas pela rápida elevação do nível da água.
De acordo com a Defesa Civil, às 1h13 o monitoramento identificou aumento significativo no nível do rio, que chegou a 3,20 metros — próximo da cota de alerta, estabelecida em 3,80 metros.
Após o aviso, moradores das áreas de risco foram orientados a retirar veículos e estacioná-los na parte mais alta da Avenida Augusto de Carvalho, além de elevar móveis e eletrodomésticos para minimizar prejuízos.
Ao todo, 47 imóveis foram atingidos. A água também se aproximou da plataforma de uma ponte localizada na Rua do Rosário, no Centro. A via foi interditada preventivamente durante a manhã pela Defesa Civil, com apoio do Corpo de Bombeiros.
Segundo o órgão, ao longo da manhã o nível do rio começou a baixar gradualmente.
Já em Barra Mansa, a elevação do Rio Paraíba do Sul foi registrada no fim da manhã. O aumento no volume de água é atribuído às chuvas na região das Agulhas Negras.
Por volta do fim da manhã, o rio atingiu a cota de 4,1 metros, com vazão de 655 metros cúbicos por segundo. O nível está acima da média normal, que é de 2,3 metros. Desde as 6h, quando iniciou o monitoramento mais intensivo, o rio já havia subido 45 centímetros.
O aumento no nível causou pontos de alagamento na Rua Pedro Paulino, no Centro, nas proximidades do Fórum, além de ocorrências nos bairros Vista Alegre e Vila dos Remédios, no distrito de Floriano.
De acordo com a Defesa Civil, as ocorrências registradas até o momento não são consideradas graves. As equipes permanecem em atendimento e realizam monitoramento constante das áreas mais suscetíveis a alagamentos.
Monitoramento segue nas duas cidades
As defesas civis de ambos os municípios seguem acompanhando os níveis dos rios e orientam a população a evitar áreas alagadas e a acionar os órgãos competentes em caso de emergência.